segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre Mentiras ...


Eu estou farta desse lance de hipocrisia. Disso de falar coisas sempre para se defender, coisas que não são verdade; de dizer “eu te amo” para alguém e falar muito mal dessa pessoa para o resto do mundo; todos os outros menos você mesmo, aquele que mais precisava sentir esse amor em forma de sinceridade.
Vamos falar sério...? Pra que serve a cruz de Cristo? Não é para por abaixo tudo aquilo que vem de trevas? Não é para libertar-nos da mentira e falsidade, de aparências? De conquistas, de lutas pela própria popularidade? Quem fala mais com quem... quem é mais convidado para que... quem viaja mais, quem aparece mais, quem sorri mais, quem é mais feliz, que tem mais discípulos, quem sabe mais versículos...?
Bom, isso é só um desabafo de coisas que já vinha sentindo há muito tempo. É muito fácil a gente sempre julgar a reação das pessoas, sem pensar nunca no que fizemos para que elas reagissem de tal forma. E o raciocínio se aplica a mim. Vou refletir...
Para mim, a maior demosntração de amor, é falar a verdade. Mesmo que doa, é a única coisa que vai realmente fazer diferença na vida de alguém.VERDADE! E a verdade, para quem precisa ouvi-la, a verdade “na cara” e não “nas costas”.
Espero que todos possamos refletir a respeito disso...



“O mundo não quer verdade; o mundo quer o que o mundo quer. É como uma criança sem maturidade e birrenta, que não aceita o que não gosta. Só que o mundo não cresce. Não evolui. Involui.
Buscar a verdade usando como padrão a minha vontade, de acordo com o que EU quero, com o que EU gosto? Viver em uma ilusão à la Matrix sem querer enxergar o mundo real? Existe algo mais patético, mais digno de pena do que isso? Não consigo imaginar... ‘A mentira não se torna verdade por se difundir e ser aceita facilmente. Assim também, a verdade não se torna mentira pelo fato de ninguém a ver. (Gandhi)’ ”


“Vergonha na cara e coerência. Bonitinhas as palavras? Eu também acho. Mas elas ficam ainda mais belas quando elas se transformam em ações, e não ficam simplesmente na verborréia vazia. Discurso, todo mundo tem. Crítica, todo mundo tem. Capacidade pra escrever sobre incoerência no blog, todo mundo tem. Para tudo isso, ser medíocre serve. Para agir, não.” (Paulo Henrique)


“Preciso de fé. Mais fé. Se ela fosse do tamanho de um grão de areia eu seria capaz de mover montanhas. E eu consigo mal e mal perdoar um amigo. Que fé é essa? Um dia me ensinaram que até nossa própria fé é Deus quem dá. Então eu quero. Vou pedir e Ele vai me dar. Serei extremo para me fazer entender. A meu ver, ninguém que saiba de onde virá a sua próxima refeição ou onde irá dormir hoje à noite deveria ter o direito de dizer que tem fé.” (Ricardo Dini)



Escrito por Caroline Pierosan em : carolrp4.zip.net

Reconciliação


Texto para reflexão: "Eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém lhes tirará essa alegria" (João 16.22).

"A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus" (B. Manning).

"O amor de Deus não é condicional. Nada podemos fazer para merecer o amor de Deus — razão por que é chamado graça; e não precisamos fazer nada para gerá-lo. Já está lá. Qualquer amor, para ser salvífico, deve ser deste tipo: absolutamente incondicional e livre" (Beatrice Bruteau).

"Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha" (B. Manning).

O coração intocado é um dos mistérios escuros da existência humana. Ele pulsa sem paixão nos seres humanos com mentes preguiçosas, atitudes apáticas, talentos enterrados e esperanças sufocadas. Essas pessoas parecem nunca conseguir ultrapassar a superfície da vida. Morrem antes de aprender a viver.
Com anos desperdiçados em vãos arrependimentos, energias dissipadas em relacionamentos e projetos conduzidos a esmo, emoções embotadas, passivas diante de qualquer experiência que o dia proporcione, essas pessoas são todas como dormentes roncadores que se ressentem de ter tido sua paz perturbada. A desconfiança existencial delas em relação a Deus, ao mundo e mesmo a elas próprias subjaz nelas a incapacidade de assumir um compromisso apaixonado com qualquer pessoa ou com qualquer coisa.
O coração intocado deixa um legado de grandes aparências e pouco conteúdo, além de "muitas bolas de golfe perdidas". A simples vacuidade da vida não-vivida garante que jamais se sentirá falta dessa pessoa. "Essas pessoas, vivendo de emoções emprestadas, tropeçando pelos corredores do tempo como os passageiros embriagados de um cruzeiro... nunca saboreiam a vida o suficiente para ser ou santos, ou pecadores."7
Paul Claudel certa vez declarou que o maior pecado é perder o senso do pecado. Se o pecado é apenas uma aberração causada por estruturas sociais, circunstâncias, ambientes, temperamentos, compulsões e educação opressivos, admitiremos a condição humana pecaminosa, mas negaremos que somos pecadores. Vemo-nos basicamente como pessoas aceitáveis, benevolentes, com manias e neuroses de menor monta que compõem a sorte comum da humanidade. Racionalizamos e minimizamos nossa capacidade aterradora de fazer as pazes com o mal e assim rejeitar tudo o que em nós não seja aceitável.
A essência do pecado reside na enormidade de nosso egocentrismo, que nega a dependência e a imprevisibilidade presentes no âmago do nosso ser e desloca a soberania de Deus com aquilo que Alan Jones chama "os dois por cento sugantes constituídos pelo nosso ser". Nosso fascínio por poder, prestígio e posses justifica a auto-afirmação irredutível, não importa o estrago infligido sobre as pessoas. O impostor insiste em dizer que sair em busca da "Pole Position" é a única postura sensata num mundo em que vence o mais forte. A menos e até que enfrentemos nossa crueldade santarrã, não poderemos apreender o significado da reconciliação que Cristo efetuou no monte Calvário. Não podemos receber o que o Mestre crucificado tem para dar, a menos que admitamos nossa situação difícil e estendamos as mãos até que nossos braços doam.
Se quiséssemos uma palavra para descrever a missão e o ministério de Jesus Cristo, reconciliação não seria uma má escolha."... ou seja, [...] Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens" (2Co 5:19).
A vida daqueles plenamente empenhados na luta humana será perfurada com buracos de bala. O que quer que tenha acontecido na vida de Jesus vai de algum modo acontecer conosco. As feridas são necessárias. A alma precisa ser ferida, bem como o corpo. É uma ilusão pensar que o estado natural e correto das coisas é viver sem feridas.8 Os que usam coletes à prova de balas para se proteger do fracasso, do naufrágio e da mágoa nunca saberão o que é o amor. A vida sem ferimentos não tem nenhuma semelhança com o Mestre.
Pouco depois de entrar no seminário, fui a um sacerdote e lhe contei meus inumeráveis embates com a embriaguez durante meus três anos no corpo de fuzileiros e como lamentava sobre o tempo desperdiçado na auto-satisfação. Para minha surpresa, ele sorriu e disse: "Regozije-se e alegre-se. Você terá um coração cheio de compaixão por aqueles que transitam por essa estrada solitária. Deus usará seu dilaceramento para abençoar muitas pessoas". Não devemos ser comidos vivos pela culpa. Podemos parar de mentir para nós mesmos. O coração reconciliado afirma que tudo o que me aconteceu tinha de acontecer para tornar-me no que sou — sem exceção.
Thomas Moore acrescenta esta percepção: "Nossas depressões, ciúmes, narcisismo e fracassos não estão na contramão da nossa vida espiritual. Na realidade, são essenciais a ela. Quando acolhidos, impedem que o espírito alce vôos estratosféricos rumo ao perfeccionismo e ao orgulho espiritual".9
Somente num relacionamento da mais profunda intimidade permitimos que nos conheçam como realmente somos. Já é suficientemente difícil viver com a consciência de nossa avareza e superficialidade, de nossas ansiedades e infidelidades. Revelar nossos segredos escuros a outrem é intoleravelmente arriscado. O impostor não quer sair do esconderijo. Ele tomará o estojo de cosméticos e os aplicará sobre seu rostinho bonito para se tornar "apresentável". Com quem posso me abrir? Com quem posso abrir o coração? Não posso admitir que errei; não posso admitir que cometi um erro enorme, exceto a alguém que, sei, me aceitará.
Nossa salvação e força residem em confiarmos plenamente no grande Mestre, que partiu o pão com o pária da sociedade chamado Zaqueu. O fato de compartilhar uma refeição com um pecador famigerado não era meramente um gesto de tolerância liberal e de sentimento humanitário. Esse ato incorporava a missão e a mensagem dele: perdão, paz e reconciliação para todos, sem exceção.
A paz prometida, que o mundo não pode dar, encontra-se num relacionamento correto com Deus. A auto-aceitação torna-se possível somente por meio de uma confiança radical na minha aceitação por Jesus exatamente como sou. E o significado das palavras do Mestre — "Veja, faço novas todas as coisas" — torna-se luminosamente claro.

Por Brennan Manning


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tenho que admitir que no final os homens são mais práticos do que as mulheres!

um ótimo anúncio com uma linguagem totalmente gráfica, baseada nos bons e velhos pictogramas.


domingo, 19 de outubro de 2008

Eu não sou cristão

Quando declaro que não sou cristão, quem ouve automaticamente tira de mim toda bondade e fé estereotipadas de um homem que tem religião. E se digo sim, sou cristão o olhar que atraio é um olhar carregado da confiança trazida por anos de ‘confiança imposta’ na história da humanidade.

E se me declarar pertencente ao cristianismo, sendo cristão será que realmente isto me torna verdadeiramente uma pessoa inserida na graça de Cristo?

Mas carregar o rótulo “cristão” é um problema. Quando eu digo "EU não sou cristão" eu também digo “Olá eu sou o Marco" tenho uma identidade que está acima de qualquer religião e isso é autêntico.

E com isso pretendo te deixar além de um ponto de interrogação, um convite ao convívio e conhecimento da minha pessoa e revelação dos meus intentos gerados por minha consciência individual.

Cristão é um título que me dão e realmente eu não gosto de usá-lo como carta de referência, slogan, marketing de uma religião ou promessa de que sou realmente uma pessoa boa.

O cristianismo é feito e constituído por pessoas e nisso ele é falível, como religião, e em outros segmentos como doutrina. Falibilidade esta comprovada pela história das pessoas que constituíam o cristianismo e falibilidade esta comprovada hoje por nossos próprios defeitos e tendências que temos como cristãos hoje. E isso é extremamente natural.

O Cristo é infalível, não duvido disso, mas o cristianismo que não é o próprio Cristo e sim a prática interpretativa das pessoas referente aos ensinamentos Dele, (que se observar em muitos momentos foge aos mandamentos Dele) é completamente passível de erros.

O cristianismo hoje em um contexto generalizado, não segue a Cristo! E não quero estar inserido neste contexto generalizado e falido. Toda definição do que eu sou ou do que você é de onde vem?Se eu me declarar cristão eu sou alguém melhor?

E se eu declarar que sou nada, realmente nada que se enquadre a estes contextos e grupos, eu realmente não terei nenhuma identidade? Ser eu o Marco já não basta?!

Eu tenho mesmo que ser conhecido pelo grupo que estou inserido? Mesmo que este grupo não diga tudo o que sou?

Eu creio que acima do cristianismo com sua liturgia, dogmas e regras básicas de comportamento existe um ser único que se apresenta verdadeiramente a um Deus pessoal que sabe olhar o indivíduo e não somente o grupo. Ou será que este Deus é tão injusto assim que basta a pessoa ter o status quo de cristão para ser alguém verdadeiro?

Quando se fala em consciência pessoal muita gente torce o nariz por que já está condicionada a viver aquilo que aprendeu e que repetidamente toma como ação sem ao menos ter conhecimento das próprias motivações e de seus “porquês”.

Age de forma politicamente correta, mas o politicamente correto é falso, fraco e não tem certeza por si mesmo dos seus atos. Ou seja, está pessoa vive se anulando para viver o que outros dizem ser certo e por ai não há espírito e muito menos verdade.Mas quantos já não lhe disseram "Ora o cristão deve agir assim ou assado"?

Ora, se existe um andar no espírito existe então uma consciência espiritual e se existe tal consciência em uma pessoa por que outra pessoa que se diz “cristã há mais tempo” tem que dizer o que devemos fazer?

E se adotarmos o que nos foi dito como verdade logo dirá a outros, o que é verdade usando o título de cristão. Então a consciência pessoal será nula e o que existirá é somente uma tradição oral que será ditada pelo senso comum.

Paulo antes de se apontado como cristão foi Paulo, Madre Tereza antes de ser apontada cristã foi Tereza e estes são dois exemplos de pessoas que foram conhecidas por seus nomes por serem autênticas.

O autêntico é maior, é verdadeiro. Ser você mesmo antes de ser o que o título apresenta é se apresentar de forma única e marcar história no mundo.

Não quero receber os tapinhas nas costas daqueles que me tomam como irmão pelo título, mas não sabem nem o que realmente aspiro para comigo e com as outras pessoas e o mundo.

E o que há de verdadeiro nisso? O que há de verdade em ser empurrado pela maré? Por isso repito prefiro ser o que EU SOU.

Marco Finito, no blog Lion of Zion.

sábado, 18 de outubro de 2008

"Amor" Contemporâneo

Um dia desses; à noite; sem sono; ouvindo um programa noturno ...

"o apresentador propõe um "debate", não lembro exatamente, mas algo do tipo:
casamento é para sempre,ou até quando der certo, depois disso separa?

eu sabia que a maioria das pronuncias não iriam ser a favor do "casamento eterno" mas confesso ter ficado surpresa ao ver que todos os participantes concordavam com a idéia do
"que seja eterno em quanto dure"

- ficamos juntos enquantos nos aguentar-mos, depois, não temos o porque continuar;
dizia o menino

- com tantos por ai, que podemos "provar", por que ter só um?;
afirma a garota

"eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também ...!?"

Nossa, como fiquei indignada em ouvir tais e outras tantas afirmações,vindo não de um
mesmo grupo de pessoas, com mesmas perspectivas de vida; mas de um grande público, de
cidades, costumes, realidades (ou não) diferentes, todos com a mesma idéa de
relacionamentos duradouros.
Fiquei tão triste que acabei optando por dormir a continuar ouvindo. (haha)
Mas durante alguns dias fiquei me questionado:
será que uma vida a dois, a lealdade,o ser fiel, o relacionamento duradouro são tão
ruins assim?
Será que o "poder provar vários" é tão melhor e mais importante que acaba sobrepondo a
idéia do amor real?

Relacionamentos hoje em dia estão cada vez mais sem propósitos, pessoas se
curtem..ficam...namoram..alguns casam... e quando não se "AGUENTAREM" mais, terminam,
separam, "provam outros" traem, ...
agem como se tudo isso como se fosse absolutamente normal.
e assim vai, você se relaciona com um, depois com outro, e com outro...
sem propósito nenhum, talvez até com pretensões egoistas do tipo: nao quero ficar
sozinho...ou ele(a) pode me servir para alguma coisa...


Isso não pode/deve ser chamado de AMOR, eu ainda acredito no amor, não só sentimento,
mas naquele que sobrepõe-se a tal,acredito no amor como razão, como uma decisão, pois o
sentimento pode sim um dia mudar,talvez até acabar, e ai vai sobrar o que?
o seu amor, a sua decisão de amar tal pessoa para todo o sempre.
talvez seja disso que muitos tem medo, do compromisso que o amor nos condiciona.

"se decidir te amar, assim o farei para todo o sempre"

Mas eu ainda acredito, acredito naquele amor descrito em 1 Coríntios,
aquele que é paciente,bondoso,que não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses,não se ira facilmente,não guarda rancor.
que não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade,
Aquele que Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Sei que não sou uma completa entendedora de casamento e namoros,
afinal não sou casada.
mas deixo aqui a minha tristeza ao me deparar com tais idéais.

Abaixo segue um texo que achei esses dias, desconheço o autor, mas acho que ele define muito bem o contexto em que a palavra Amor vem se inserindo na sociedade de hoje...

Se uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me, sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida".
.
O "eu te amo" contemporâneo está cada vez mais sem propósito e perdendo o seu conteúdo. Sentimentos momentâneos e supérfluos mascaram cada vez mais o verdadeiro amor, transformando-o em uma paixão que acaba na próxima semana.
.
Amar é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz a gente se sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa, quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse?


sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VIVO

Precário, provisório, perecível;
Falível, transitório, transitivo;
Efêmero, fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!
Impuro, imperfeito, impermanente;
Incerto, incompleto, inconstante;
Instável, variável, defectivo
Eis aqui um vivo, eis aqui...
E apesar... Do tráfico, do tráfego equívoco;
Do tóxico, do trânsito nocivo;
Da droga, do indigesto digestivo;
Do câncer vil, do servo e do servil;
Da mente o mal doente coletivo;
Do sangue o mal do soro positivo;
E apesar dessas e outras... O vivo afirma firme afirmativo
O que mais vale a pena é estar vivo!
É estar vivo Vivo É estar vivo
Não feito, não perfeito, não completo;
Não satisfeito nunca, não contente;
Não acabado, não definitivo Eis aqui um vivo, eis-me aqui.

Composição: Lenine/Carlos Rennó